FAQ


Para facilitar a comunicação do BaixoCentro, colocamos aqui um “FAQ” com algumas respostas para possíveis perguntas.

1 – Qual é a intenção do Festival BaixoCentro?
A ideia do Festival é fazer a (re)ocupação da região central da cidade por meio da arte. O lema “as ruas são para dançar” é um atrativo para demonstrar que queremos usar as atrações artísticas para mostrar que não são apenas carros, dependentes químicos ou ações policiais que podem ocupar a região. Não. A sociedade civil e centros culturais já atuantes na área também podem e devem ocupar essa metrópole intrincada.

 2 – As ideias podem ser dadas por qualquer pessoa?
Claro! Qualquer um que tiver uma sugestão ou atividade pode enviá-las para a gente pelo formulário do endereço http://chamadapublica.baixocentro.org ou entrar em contato conosco no baixocentro@googlegroups.com. Nós não fazemos curadoria das atividades que farão parte do festival. Pelo contrário. Trabalhamos com o conceito de “cuidadoria”, ou seja, estamos empenhados em cuidar e viabilizar o projeto sugerido e proposto.

 3 – E a colaboração? Além de financeira, que forma é possível colaborar com festival? 
Aceitamos todo e qualquer tipo de colaboração. Desde doação de materiais que poderão ajudar uma atividade proposta (ou seja, “cuidadoria”) até com mão-de-obra mesmo, ajudando a viabilizar tecnicamente o festival. Quanto mais pessoas engajadas em fazer o festival acontecer, mais fácil de ele se tornar algo orgânico, constante e consistente.

 4 – Quais são as principais ideias já estabelecidas para o festival?
A principal ideia creio ser de que devemos ocupar as ruas antes que outros o façam. Como discutiu-se muito no grupo do Festival, atualmente vivemos uma disputa pelo espaço público da região central. Ou os dependentes químicos e policiais tomam conta das ruas, ou a comunidade usa os espaços disponíveis. Quem você prefere?

 5 – O festival tem alguma relação com os artistas de rua?
Sim! E não! Ele tem relação com todos os artistas que estejam interessados em demonstrar seus trabalhos em espaços públicos. Isso pode ser tanto artista de rua quanto grupos já “infraestruturados” e com sede própria. Acho que o festival tem toda relação com artistas em geral.

 6 – Porque tais bairros foram escolhidos para o festival?
Por vários motivos: por já estarmos aqui trabalhando ou morando por aqui, por causa da especulação imobiliária absurda da região, por causa de projetos governamentais de reurbanização toscos (como até a arquiteta e professora da FAU-USP Raquel Rolnik classificou o projeto “Nova Luz”), por causa da ocupação por dependentes químicos, da falta de cuidado com uma região histórica e central da cidade. Enfim, creio que cada um que faz parte do festival tem um motivo para organizá-lo por aqui.

 7 – Como foi a aceitação das pessoas com o festival?
Cada vez mais elas estão entendendo a proposta e se engajando no processo. No começo, é difícil entender todos os conceitos que estão envolvidos no festival (mobilidade, reintegração, reutilização de espaços públicos, moradia social, especulação imobiliária e vários outros). Mas, depois do estranhamento, elas compreendem que isso é bom para a cidade e que a nossa relação com São Paulo precisa ser repensada urgentemente. Não dá mais para crer que um carro de 1 tonelada e que custa R$ 5 por litro de gasolina e que na maioria das vezes transporta apenas uma pessoa possa ditar toda a nossa relação com uma metrópole gigantesca e plural como São Paulo. Queremos mostrar que, afinal, as ruas também são para dançar.

 8 – Há possibilidade desse festival se estender, isto é, ter um segundo festival?
Eu gosto de pensar que o Festival nunca para. Essa é só uma etapa inicial, para dar um pontapé em todo o processo. Há planos até  de, baseado em nossa experiência no centro de SP, expandir o projeto para outras regiões da cidade. E se realmente queremos que as pessoas reocupem os espaços públicos, não tem como pararmos de usá-lo. :)

 9 – Quanto a colaboração financeira, ela é mais procurada por empresas ou por pessoas?
Procuramos mais pessoas. São elas que precisam criar a consciência de que podem utilizar as ruas da cidade para outros fins além do transporte de carros. São elas que aproveitarão os artistas que se apresentam gratuitamente pelas ruas. São elas que terão melhor qualidade de vida. Enfim, tudo isso foram alguns dos motivos que nos levaram a optar primordialmente pelo financiamento colaborativo e de pessoas físicas.