Entre os dias 3 e 9 de setembro rolou em Belo Horizonte o Festival “Cidade Eletronika“.
Patrocinado pela Vivo, o festival trouxe três focos de atividade: Laboratório, espaço de debate e prática da apropriação consciente do espaço urbano; Quarteirão, dedicado a shows de música eletrônica, e o Quintal, que mais nos interessa aqui, um espaço de resgate do espaço de permanência e convivência.
O Quintal fechou uma quadra da rua Sapucaí, centro de BH, e trouxe gramas, piscinas de plásticos e areia, shows e performances de música eletrônica, feira de vinil, banhos de mangueira, comes e bebes – dentre outras atividades lúdicas que tornaram o evento muito próximo, em clima e conceito, ao que foi a ocupação do Minhocão no último final de semana do Festival BaixoCentro.
A região escolhida está no centro de uma espécie de revitalização do centro de BH. O Viaduto Santa Teresa e a Praça da Estação são lugares de duas manifestações importantes da cidade: o Duelo de Mcs, que completou 5 anos em 2012 e leva centenas de pessoas a um palco embaixo do viaduto; e a Praia da Estação, um movimento de reação à proibição de ocupação das ruas realizada pelo atual prefeito, Márcio Lacerda.
Dá uma olhada no vídeo abaixo sobre a Praia da Estação, em algumas fotos do Quintal do Cidade Eletronika e num vídeo do evento, produzido pelo coletivo Micrópolis.
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Mais outras duas indicações desde BH : a primeira é o Manual Prático para transformar o barranco do seu bairro em uma praça divertida - http://ruaarduinobolivar.blogspot.com.br/2011/09/manual-pratico.html. Tem umas ideias bem simples e bonitas de urbanismo popular (ou o nome que se queira dar a isso).
A segunda é a publicação do Pet de arquitetura da UFMG chamada Parahyba. A segunda edição, sobre “genialidades cotidianas”, que tem um interessantíssimo mapa de circulação de ambulantes: qual o trajeto que percorrem, se a pé ou de bibicleta, ou ônibus, etc. Uma cartografia pessoal que pode ser muito interessante nessa era dos mapas. Uma pena que essa edição não está disponível na rede Está – Está sim, nesse link aqui. A primeira, também interessante, dá pra ler online: http://editorialpet.wordpress.com/.
Você sabia que das 31 subprefeituras existentes na cidade, 30 são comandadas por policiais militares?
A agência de jornalismo independente A Pública publicou um infográfico que não só ajuda a visualizar a atual situação, como divulga os salários dos dois cargos públicos. Isso mesmo. O militar reformado possui a aposentadoria de policial e recebe o salário de subprefeito – o que, legalmente, não é nenhum problema.
De acordo com o próprio infográfico, as aposentadorias da PM acima de R$ 18 mil foram conquistadas na justiça. Sem entrar nos méritos sobre as decisões judiciais (que, acredito, devem ter sido justas), é interessante ver que existem subprefeitos com aposentadoria de mais de R$ 250 mil e, ainda, recebendo salário de subprefeito.
O BaixoCentro é um movimento colaborativo, horizontal, independente e auto-gestionado, organizado por uma rede aberta de produtor@s interessad@s em ressignificar esta região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz.
É um movimento de ocupação civil que pretende fissurar, hackear e disputar as ruas. Todos os passos da produção são feitos de forma associativa, aberta e livre. Não há ninguém por trás: empresas, ONGs, governo. O financiamento também é coletivo e associativo, via crowdfunding e outras formas independentes de arrecadação (leilão, rifa, doações). Estão tod@s convidad@s a intervir: com o corpo, a voz, as ideias.