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02-18-13

Última semana para se inscrever no Festival!

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A chamada pública para o segundo Festival BaixoCentro se encerra esta sexta-feira, 22 de fevereiro. Até lá, artistas, produtores, ativistas, cidadãos e quem mais queira pode (e deve) cadastrar ideias e atividades para participar desta edição por meio do site http://festival.baixocentro.org. O convite é para ocupar horizontalmente e durante 10 dias (5 a 14 de abril) as ruas dos bairros Santa Cecília, Barra Funda, Campos Elísios, Vila Buarque e Luz.

Até o momento, há mais de 160 projetos inscritos, sendo metade atividades musicais. Gostaríamos de convocar a todos para que inscrevam oficinas, conversas, performances, e outros campos artísticos para deixar com que o Festival fique mais plural e não apenas focado em um único gênero. O Coletivo Pi, por exemplo, propôs o “Na Faixa” (http://festival.baixocentro.org/2013/02/na-faixa/), uma intervenção nas faixas de pedestres. Já o “Caricaturas Expressas” (http://festival.baixocentro.org/2013/02/caricaturas-expressas/) fará uma oficina de desenho em plena rua. O “Diz-quetes: Todos na Literatura” (http://festival.baixocentro.org/2013/02/diz-quetes-todos-na-literatura/) vai estimular a criação literária tendo aqueles antigos disquetes de computador como suporte. E para acabar com qualquer pudor e quebrar a ditadura do corpo, o “Banco Mundial da Genitália” (http://festival.baixocentro.org/2013/02/banco-mundial-da-genitalia/) pede a colaboração de todo mundo no melhor estilo “mostra o seu que eu mostro o meu”.

Quanto mais atividades de outras vertentes artísticas forem inscritas, mais o Festival poderá ajudar a divulgar os diversos trabalhos que usam a arte como meio. É importante salientar que todas as atividades são organizadas junto com os proponentes, ou seja, acreditamos que “somos todos produtores” e a ajuda do proponente é essencial para que a atividade aconteça.

Logo após a chamada pública, será aberto o financiamento coletivo para viabilizar as estruturas necessárias.

Sobre o BaixoCentro
O BaixoCentro é um movimento colaborativo, horizontal, independente e auto-gestionado, organizado por uma rede aberta de produtorxs interessadxs em ressignificar esta região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz. É um movimento de ocupação civil que pretende fissurar, hackear e disputar as ruas. Todos os passos da produção são feitos de forma associativa, aberta e livre. Não há ninguém por trás: empresas, ONGs, governo. O financiamento também é coletivo e associativo, via crowdfunding e outras formas independentes de arrecadação (leilão, rifa, doações). Estão todxs convidadxs a intervir: com o corpo, a voz, as ideias.

A primeira edição do Festival aconteceu no final de março de 2012 e recebeu mais de 100 propostas de atividades para ocupar os bairros ao redor do Minhocão. Mesmo com um orçamento reduzido (ao todo, foram R$ 22.000 para realização) nenhum projeto foi excluído ou desconsiderado. O Festival trabalha com o conceito de “cuidadoria”, ou seja, cuidar dos projetos enviados e fazer o máximo para que eles ocorram. Esse objetivo só é possível se se considerar o artista como produtor também, e não como um mero proponente. Dessa forma, de maneira colaborativa, os equiparamentos necessários são viabilizados e as atividades são realizadas.

Não são pedidas autorizações para órgãos governamentais (entenda o porquê aqui: http://baixocentro.org/2012/03/24/dicas-para-dancar/) e nem patrocínios para ONGs ou entidades privadas. Por ser um movimento de ocupação, o Festival é financiado colaborativamente por meio de plataformas online. Entenda melhor a dinâmica com o nosso Perguntas e Respostas (http://baixocentro.org/2012/07/04/perguntas-e-respostas/)

Para contato, envie um e-mail para baixocentro@googlegroups.com

06-12-12

Você já deu para o Minhocão hoje?

Faltam 10 dias para grupos independentes viabilizarem a Festa Junina no Minhocão por meio de financiamento colaborativo. Ajude!

Para viabilizar a Festa Junina do Minhocão, que acontecerá no dia 1º de julho, os organizadores estão passando o chapéu para arrecadar os R$ 8 mil necessários para montar a infraestrutura básica. Faltam apenas 10 dias para fechar a página de financiamento coletivo, mas ainda não se atingiu nem metade da meta.

As colaborações podem ser feitas por meio da plataforma Catarse, que ficará disponível para doações até o dia 21 de junho. O sistema funciona por meio de contrapartidas, ou seja, cada doação feita terá um prêmio como agradecimento, como chapéus de palha, cordéis nordestinos, garrafas de cachaça, gravuras e até um café da manhã junino completo.

A ideia é que, por meio dessas doações, se consiga cobrir o viaduto que corta o coração da cidade com bandeiras juninas, comidas típicas, fogueiras digitais, homenagens ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e até com pesssoas de mãos-dadas para formar o maior túnel junino do mundo.

A escolha pelo financiamento coletivo para viabilizar a festança foi para dar a responsabilidade sobre as atividades de rua aos próprios cidadãos e moradores da região. Seguindo o lema “as ruas são para dançar”, quer-se divulgar a cultura tradicional brasileira (que ficou esquecida de iniciativas culturais governamentais recentes, que ocuparam as ruas do centro de SP por apenas 24h) e criar a cultura do colaborativo por meio também de um piquenique em que cada um (público e organizador) traga um prato típico junino.

As atividades acontecerão no dia 1º de julho, domingo, das 12h às 20h.

Mas a festividade já ocupa o espaço durante este mês de junho para elaborar os preparativos para o grande dia. Todos os domingos do mês, a partir das 12h, no pedaço do Minhocão em frente à praça Marechal Deodoro, os colaboradores se reúnem para produzir as bandeirinhas, promover oficinas de reaproveitamento de material, organizar os próximos passos e formar a rede de interessados em ocupar o centro de São Paulo com atividades culturais.

A Festa Junina contará com oficinas de arte para crianças e adolescentes e ao longo de todo o domingo terá brincadeiras típicas, apresentações de grupos folclóricos, teatro de rua, palhaços matutos, contação de história valorizando a cultura junina brasileira, forró pé de serra, sambada de cocô e muito mais.

Embora o grupo esteja empenhado na organização de todo o evento, as comidas ficarão por conta dos participantes. A ideia é realizar um piquenique coletivo em que cada participante traga um prato típico. Essa é a maneira que encontraram de exaltar a colaboratividade e levar também aos participantes a responsabilidade de fazer a festa acontecer.

Esta primeira edição terá como foco o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, mas também haverá projeções de arte digital, trios de forró e uma releitura junina da festa alternativa “Gente que Transa”.

O grupo está recolhendo propostas para atividades e de colaboradores até o dia 15 de junho. Os interessados podem preencher o formulário aqui. A ideia é que estes projetos submetidos até essa data sejam realizados com colaboração da verba arrecadada pelo financiamento coletivo no Catarse, que ficará no ar até o dia 21 de junho.

Em um mês de divulgação apenas nas redes sociais, mais de 3.600 pessoas já confirmaram presença pelo evento criado no Facebook, além de outras 19 mil convidadas para o arraial. Graças a esses números, espera-se organizar o maior túnel junino do mundo, que ocupará a extensão do Minhocão.

Para ajudar na arrecadação e divulgação, no dia 24 de junho (das 13h às 20h), dia de São João, haverá uma edição especial do já tradicional Samba na Casa do Gato, que ocupa uma vila italiana na Barra Funda com samba-choro, comidas típicas e degustação de cachaças. A entrada é R$ 5 e há venda de comida e bebidas.

Para maiores informações, visite: http://www.facebook.com/events/417850688235833/

Contato: festajuninaminhocao@googlegroups.com

Sobre a Festa Junina: a ideia surgiu no grupo do movimento BaixoCentro no Facebook. Depois de algumas discussões, o número de interessados cresceu, criou seu próprio espaço e, hoje, organiza as atividades por meio de um grupo de e-mail com mais de 70 membros, além de encontros presenciais.

Sobre o BaixoCentro: O BaixoCentro é um festival de rua colaborativo, horizontal, independente e autogestionado realizado por uma rede aberta de produtor@s interessad@s em ressignificar a região da capital de São Paulo em torno do Minhocão, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz. Com o mote “as ruas são para dançar”, busca estimular a apropriação do espaço público pelo público a quem, de fato, pertence, motivando uma maior interação das pessoas com seus locais de passagem, trabalho ou moradia cotidianos.