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03-11-13

Perguntas e Respostas 2

Mais uma perguntas e respostas para você compreender o que é o meu, o teu, o nosso BaixoCentro:

Mas que porra de colaborativo é esse? Como funciona?
É simples! Eu ajudo, o amiguinho ajuda, e você ajuda. Não há uma pessoa que represente o Festival, mas todas as pessoas participantes (isso inclui público!!!)

O baixocentro paga cachê?
Ér, nao. Se a gente tivesse que pagar cachê, nós teríamos que, praticamente, quadruplicar o nosso orçamento. O BxC, como é um movimento da sociedade civil para a sociedade civil, todo mundo aqui é voluntário. A gente puxa o orçamento para tentar bancar o mínimo de infraestrutura, mas o trabalho pessoal não é remunerado. O pagamento é na mudança da cultura da cidade e na transformação deste cinza em algo colorido.

De onde vem o dinheiro?
Tudo por financiamento coletivo. Ou seja, vem de mim, do amiguinho, do dono da padaria, de você e toda a sua rede de contatos. Nenhuma empresa ou governo nos dá dinheiro. O festival é mantido *apenas* pela sociedade civil. E isso que o mantém com o caráter independente.

Para onde vai o dinheiro captado?
Você pode ver o nosso orçamento aqui, ó: https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AuipZTxncCvxdDJsTDAwTjFSUVZFVmdXTEFwU2JpUHc&usp=sharing#gid=2 Ele foi pensado para bancar a infra básica (caixa de som, mesa, microfone, saco plástico, material de papelaria, escada, enfim, aquele material básico para que cada atividade possa acontecer).

O que vocês podem nos oferecer?
Mais do que isso, é pensar em como nós podemos juntar as forças para realizar tudo. Não é questão de a gente oferecer. Mas de como a troca entre a gente e você pode viabilizar com que 530 atividades sejam realizadas. Cadastra-se como voluntário e venha fazer parte desta dança!

Quero mudar hora e o local da minha atividade?
Tranquilo. Mande um e-mail para baixocentro@googlegroups.com e sugira um novo. Claro que tem que a ver uma flexibilidade dos *dois* lados.

O BxC pede autorização para prefeitura?
Não. Pelo simples motivo de que a gente tem amparo legal para fazer essas ocupações. O Festival acontece justamente para promover essa consciência sobre o que pode ou não se fazer nas ruas. Você apresentar a sua banda na praça, pode. Você montar um palco, precisa de autorização. Você organizar uma intervenção na rua, pode. Você furar e quebrar estrutura pública para montar a sua apresentação, não pode.

Despesas de hospedagem, transporte e alimentação estão inclusas na inscrição do projeto?
Não. A gente conta com hospedagem solidária e que os proponentes banquem a sua vinda para cá, afinal, a gente está ressignificando esta região da cidade. Se ultrapassarmos a meta do Catarse, poderemos nos estruturar para dar uma ajuda de custo para as passagens.

Se eu quiser pedir autorização para a minha banda, ou montar uma tenda, pode?
Pode! Mas lembre-se de se manter colaborativo, de graça e garantir a livre circulação pelo seu evento! E se quiser abrir o espaço para mais atividades do Festival, por favor, nos avise!

Com quem eu posso falar quando eu tiver alguma dúvida?
Com a gente! :* Mas cada projeto tem um cuidador para ser o seu canal de comunicação. Se precisar de algo, é essa pessoa que você deverá contatar. Mas, lembre-se: todo mundo está fazendo tudo com a intenção de ajudar. Tente ver se você consegue resolver a pendência sozinho, porque temos 530 projetos para fazer. Se você *realmente* não conseguir, daí você chama o seu colega cuidador.

Alguém vai me acompanhar no momento da minha apresentação?
O cuidador pode ou não acompanhar a sua atividade. Vai depender das necessidades que a sua proposta tem. Então, é caso a caso. Mas, relaxa, alguém será o seu canal de comunicação.
Vamos tentar um cuidador acompanhando cada apresentação, mas talvez isso não seja possível.

E se a policia aparecer? O que eu faço?
Por favor, antes de ir para a sua atividade, imprima esta página: http://baixocentro.org/2012/03/24/dicas-para-dancar/
Nele há duas cartas: uma explicando o que se deve fazer quando (e se) uma autoridade te abordar, e outra demonstrando porque estamos respaldados por lei para realizar o Festival.

Água? Lixo? Banheiro!?
São justamente essas dúvidas que queremos levantar. Cadê os bebedouros públicos? Cadê as latas de lixo? Onde estão os banheiros para usarmos? Isso é um problema infraestrutural da cidade. A ideia é fomentar esse tipo de conscientização. Água, seria legal todo mundo colaborar, incluindo trazendo garrafões grandes para até dividir com o pessoal que chega. Lixo, vamos todo mundo se preocupar bastante com isso? Vamos tentar cada um cuidar do seu e não jogar ou deixar lixo por aí. E seria legal, em cada atividade, fazer um aviso para o público para que eles também cuidem dos lixos. Banheiro, há vários bares e espaços abertos ao público que têm banheiros que podem ser usados. O Metrô, inclusive, é um deles. Vamos conversar com o pessoal do entorno, explicar a situação e pedir um alívio. :P

Tem equipe de cobertura do Festival? Quero que minha atividade seja filmado!
A cobertura é colaborativa. Hoje, todo mundo tem um celular com uma câmera fotográfica. É só avisar ao seu público para eles subirem o material nas redes sociais, como Flickr e Instagram com a tag #baixocentro que o registro será exibido no site http://muro.baixocentro.org.

Qual é a infra disponível?
É a mínima para viabilizar os projetos. É claro que pedidos que são muito além de qualquer realidade não foram contemplados. Mas a gente fez o máximo para, pelo menos, destinar uma verba para que genéricos fossem providenciados. Estamos tentando o possível para que os projetos acontençam. Veja em nosso orçamento o que estamos prevendo: https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AuipZTxncCvxdDJsTDAwTjFSUVZFVmdXTEFwU2JpUHc&usp=sharing#gid=2

Não deu tempo de inscrever, mas gostaria de participar. Posso?
Pode. Mas as atividades que chegaram depois (ou que chegarem ainda) não vão ser contemplados na nossa infra e produção. Não tem como conseguirmos fazer tudo, e é por isso que abrimos a chamada pública. Só assim para fechar um orçamento real e mensurar a mão-de-obra necessária. Mas a gente pode colocar um pin no site com a atividade. As ruas são públicas e podem abraçar todo mundo!

Posso passar o chapéu?
Pode, claro! Mas saiba que é ilegal. Como está escrito na carta às autoridades (http://baixocentro.org/2012/03/24/dicas-para-dancar/), há um decreto feito pelo antigo prefeito que autoriza apresentações artísticas, mas proíbe a arrecadação de dinheiro. Nós acreditamos que essa lei é estúpida, por isso encorajamos os artistas a desrepeitarem. Mas você precisa estar bastante consciente disso.

07-04-12

Perguntas e Respostas

O movimento BaixoCentro surgiu como forma de ocupação das ruas de São Paulo. Uma demanda reprimida pelo poder público que aflora e cresce cada vez mais a cada evento que se organiza pelas ruas deste grande emaranhado de concreto. A ação, porém, por ser nova para uma cidade que não está acostumada a tomar as ruas para si, pode gerar diversas controvérsias e desentendimentos.

Estas Perguntas e Respostas são para facilitar a entender os eventos organizados pelo movimento, que é descentralizado, sem hierarquia e autogestionado.

Junte-se à dança!

1) Dançar? Mas que p*** é essa de as ruas serem para dançar?
Sim! Dançar! Hoje, a cidade de São Paulo é resultado de um processo urbanístico que não considera as pessoas, o conjunto, como ponto principal de composição, mas sim um estilo de vida individualista em que o transporte se dá por carros. Repare que as calçadas são terríveis, o transporte público deixa a desejar e que há poucos espaços públicos nos bairros para se conversar e conhecer as pessoas ao redor. Pensando nisso, queremos usar as ruas para promover estes encontros. Queremos que qualquer espaço público seja visto pelos moradores como potencial para eventos entre vizinhos ou qualquer outra manifestação coletiva e artística.

2) Mas na rua?! Não é perigoso?
Ah, não e sim. É tão perigoso quanto você andar sozinho pelas ruas no trajeto da casa ao trabalho. Mas é um pouco menos quando você organiza um monte de gente para estar lá com você. Quanto mais frequente forem as ocupações e mais pessoas se conseguir reunir, menos perigoso será. Entendeu a dinâmica?

3) E tem que pagar aluguel para usar a praça ou o Minhocão?
Não! Aliás, você já paga. Todos os meses, junto com os seus impostos. As áreas públicas da cidade, como as praças e o Minhocão quando está fechado, são de uso dos cidadãos, sem precisar pedir autorização para se usar ou pagar qualquer quantia a mais. É só chegar, convidar os amigos e aproveitar o espaço e a troca entre os participantes.

4) Como assim não precisa pedir autorização?
Exato! Não precisa não. O que os órgãos governamentais aconselham é que eles sejam avisados, para evitar maiores transtornos PARA ELES. Mas, na verdade, a praça é pública e qualquer um pode usar. O movimento BaixoCentro não pede autorização para nenhum evento, justamente para demonstrar para o público que, sim, as ruas são para dançar e devem ser ocupadas por todos.

5) Mas e a segurança? E uma ambulância? Não precisam dessas coisas para se fazer um evento grande?
Então, se pensarmos, nós já somos atendidos por esses serviços. Para qualquer emergência que precisarmos, é só ligar 190 (polícia) ou 193 (bombeiros). Eles são obrigados a nos atenderem. Não há necessidade de ter uma equipe esperando no local. Se a ambulância ou os bombeiros demorarem para chegar, não é culpa que o evento é mal organizado, mas sim que o serviço de emergência da prefeitura é ineficaz. Que diferença faz se você precisa de emergência em um evento na rua ou na sua casa? Se estiver insastifeito com o atendimento, é uma boa hora para arregaçar as mangas e tentar exigir a melhora dele.

6) Ok, estou aqui no Minhocão, maior festença, mas…. cadê a comida?!
Ué? Você não trouxe? Ajude em um piquenique colaborativo! Vamos promover a troca e a confraternização, porque isso, por enquanto, não está proibido na cidade. De acordo com uma lei de 2008, é proibida a venda de alimentos em carros e caminhões, ficando apenas autorizada a venda de cachorros-quentes e refrigerantes. Sim, não se pode vender alimentos nas ruas de São Paulo. E, agora, parece que nem dar mais sopa se pode… Vamos nos articular para mudar isso?

7) Não comi, bebi e, agora, além de bêbadx, preciso ir ao banheiro. Cadê o banheiro químico?!
Para colocar banheiros químicos em vias públicas se precisa pedir autorização para a prefeitura, porque é algo fixo que, teoricamente, pode atrapalhar no tráfego normal da área. E como não pedimos autorização para órgãos governamentais, não há banheiros químicos. A ideia é que se use os bares, restaurantes, os metrôs (sim, muitos possuem sanitários) ou até os próprios vizinhos do entorno para dar aquela aliviada na bexiga. Se essa ideia incomoda, talvez seja hora de se articular para exigir infraestrutura básica: banheiros públicos espalhados pela cidade. Para se aproveitar a cidade a pé, é preciso ter uma estrutura, como um banheiro para se usar. Não é que o evento foi mal organizado, mas é que faltou articulação para exigir isso. Está afim de puxar isso?

8) E são essas atividades do evento?
Sim! E, olha que legal, elas não foram escolhidas ou filtradas. Elas foram cuidadas para que pudessem acontecer. É o nosso conceito de “cuidadoria”. Em vez de selecionar, podar, vetar, escolher, modificar, nós queremos que todo mundo tenha oportunidade para mostrar seu trabalho e faça parte da programação. E se ficou aquém da expectativa, venha fazer junto.

9) Mas esse Minhocão está um inferno de quente!
Uhuuu, então, use filtro solar e se proteja dos raios UV! Dizem que ele faz mal à pele, mas vai te dar um bronze que só.

10) E precisa pagar para entrar?
Nada. Tudo de graça. Volta e meia a gente passa o chapéu para financiamentos coletivos, como fizemos para o Festival e a Festa Junina no Minhocão. Mas é só chegar e aproveitar.

11) Eu quero dançar, mas estou perdidx!
Eba! Venha! E leia as dicas para a dança para se achar.

12) E quem vai limpar tudo depois?
Não se deveria pensar em limpar depois, afinal, somos todos cidadãos conscientes e não jogamos lixo no chão. Eu não jogo. Você joga? Claro que não. Então, o que teria para limpar depois?

03-27-12

Mapeie sua atividade

Há o ditado – pelo menos na minha cabeça – que quanto mais atividades culturais por aí, melhor. Ocupação deve ser durante todos os dias, todas as horas, todos os locais possíveis. Durante a chamada pública, recebemos mais de 100 projetos para fazer parte do Festival. Mas, mesmo assim, também recebemos vários pedidos de artistas que querem participar, mas só ficaram sabendo sobre o evento quando ele já tinha começado.

Então, o que fazer?

É simples. Nós já tínhamos planejado não fechar a programação depois que a chamada pública se encerrasse, porque, afinal, nós fazemos cuidadoria e o Festival é auto-gestionado. O único problema é que não temos mais corpo físico e orçamento para outros projetos além dos que foram mandados. Se você não precisa de infraestrutura e nem de produção além da sua própria, sinta-se à vontade para cadastrar sua atividade em nosso mapa de programação.

É só entrar em http://programacao.baixocentro.org e clicar em “Mapeamento colaborativo”. Ali vão estar todos os detalhes e explicações para que você mesmx cadastre o seu projeto e faça parte deste lindo mapa que aponta todas as atividades.

Depois que você preencher os campos e publicar o que você vai fazer, mande um e-mail para baixocentro@googlegroups.com com todas as informações. Dessa maneira, ficaremos cientes de que há mais uma atividade e poderemos divulgá-la melhor.

Mas cuidado! Ao escolher um local e horário, preste atenção nas atividades que existem ao redor para não se chocarem. Ninguém quer atrapalhar outro projeto ou ser atrapalhado. Então, preste atenção em qual local e que horas você pretende se apresentar.

Vamos dançar?