04-03-12
Obrigado!

O Festival BaixoCentro conseguiu durante 10 dias provocar, chacoalhar, incomodar, hackear, fissurar, causar, ocupar e mostrar a cidade que queremos: esta – http://muro.baixocentro.org/
Obrigado a tod@s que chegaram nos diversos momentos dessa trajetória linda de produção. Obrigado aos apoiador@s do Catarse, a tod@s que compraram obras no leilão e a quem doou recursos, tempo de trabalho e coração ao projeto.
Continuemos eternamente DANÇANDO!
03-30-12
Programação 30 de março – 8º dia
17h – Homens-Caixa
Trata-se de uma ação onde os participantes se vestirão com caixas de papelão de modo que se transformem em homens-caixa. Cada homem-caixa fará uma trajetória individual na região do baixo centro realizando ações cotidianas que compõem com o ambiente. Encontro na Casa da Cultura Digital, ida para Largo de Santa Cecília.
17h- Marcio Lugó apresenta “Desacelera”
Lugó e banda reúnem desde composições próprias até versões de outros artistas, entre eles Chico Buarque, Gilberto Gil e Lenine. Duração: 50 min. Praça Julio Mesquita (esquina Av. São João com Rua Aurora).
18h -Fábio Amorim lança “Caravana da Solidão“
Fábio Amorim lança seu álbum “Caravana da Solidão”, com arranjos de viola e voz com influência de ritmos tradicionais como a milonga, o pagode-de-viola, a moda-de-viola, aboios, guarânias, chamamés, batuques e samba. Na Praça da República.
18h – Bicicletada
O pessoal da Bicicletada vai se concentrar às 18h na Praça do Ciclista (av. Paulista X Consolação), sair às 20h30 e circular por diversos caminhos, inclusive pelo BaixoCentro.
18h - Onde vivem os sonhos
Um passeio imaginário pelo universo onírico dos moradores de ruas. O artista se propõe a realizar uma suspensão corporal embaixo do Minhocão, interagindo com objetos e elementos múltiplos que não sugerem uma ordem, um sentido ou uma razão. Duração: 30 minutos.
19h30 - CZI Zona de Intervenção
Enquanto o performer realiza seus movimentos no chão, sua imagem estará sendo captada por uma câmera de cima para baixo e projetada em grande escala em fachada ou muro. O tamanho do seu corpo muda, cria nova dimensão. – O projeto CZI foi desenvolvido na residência Marginália+Lab em Belo Horizonte. Largo Santa Cecília.
20h30 - Vídeos & Karaokê
No espaço Cinema (Av. São João com Helvétia), vai ser instalado um Karaokê para todos que quiserem soltar seus dotes de cantor de churrascaria.
21h30 – Kong
Projeção enorme mapeada de animação do King-kong de 1933 escalando o edifício do Banespa. Na esquina da Av. Libero Badaró com Av. São João.
21h30 - Tempo da Floresta
A idéia do projeto é criar uma instalação sensitiva com imagens e sons, trazendo um pouco do tempo da floresta para o ritmo frenético da cidade. Projeção de imagens e sons gravados na floresta Amazônica na entrada do Minhocão embaixo da Praça Roosevelt, no fim da rua Augusta.
24h – Futebol Autônomo da Madrugada
Mini-jogos abertos de futebol com duração de sete minutos. Os times terão cinco jogadores cada e, antes das partidas, o público participa de um debate que envolve o futebol e a ocupação de espaços na cidade. Na Rua das Palmeiras, próximo a Praça Marechal Deodoro.
03-29-12
Exílios Contemporâneos no BaixoCentro

por Brecha Coletivo
Ontem, 12h40, cerca de 20 agentes se dirigiram para a Av. Higienópolis, ao lado, do Shopping Higienópolis, para realizar uma operação de remoção. Seis prédios seriam demolidos para a implantação do projeto NOVA HIGIENÓPOLIS.
O empreendimento, inovador, realizaria uma revitalização completa da região, com a construção de imóveis comerciais e centros culturais, além de ampla melhoria na infraestrutura, com o alargamento de avenidas e ampliação da rede metroviária.
Os agentes espalharam cartazes com as informações sobre o andamento do processo de desapropriação, informando a população. Em seguida, começou a interdição da área, primeira ação para a implantação do projeto.
Os 20 agentes espalharam fitas zebradas por toda a área, formando uma larga camada colorida de amarelo e preto. A ação durou cerca de 15 minutos e, claro, era tudo falso.
Se tratava de mais uma ação do Brecha Coletivo, em colaboração com o BaixoCentro.
A intervenção criou temporariamente uma realidade que não se encaixava com o tradicional e tranquilo bairro de Higienópolis.
Através dessa falsa operação, os moradores do bairro puderam sentir de forma bastante subjetiva a realidade de comunidades que sofrem remoções forçadas e, não raro, ultra-violentas.
Perder a casa onde moram há décadas, e onde criaram seus filhos e netos parecia algo terrível, digno de revolta, luta e negação. “Você sairia numa boa da sua casa?”, ouvimos de um morador que parecia à beira de um ataque de nervos.
Assim, deixamos a cidade com a impressão de que a ação atingiu seus objetivos: levantou o debate o conseguiu fazer com que a reflexão sobre o direito à moradia não seja, para os moradores de regiões não afetadas por políticas de remoção, apenas algo abstrato, que não afeta suas vidas. Tudo com boa dose de lirismo e bom humor.
Agradecemos o empenho de todos que construiram com a gente essa ação, e aplaudimos o Festival BaixoCentro que tornou isso tudo possível.
Algumas fotos da ação (a primeira, que abre o post, é de Bruno D e as restantes de Fer Lingabue). Mais em muro.baixocentro.org








